sábado, 24 de setembro de 2011
terça-feira, 1 de setembro de 2009
SMAM 2009
Carol e Pequeno
Cris, Luana e Lucas
Ellen, Amanda e Hannah
Dani e Nina
Dany, Naty e Luana
Fernanda e Isabela
Fê e Luiza
Fernanda e Pitoco
Flavia e João
Letícia e Laura
Ligia, Bernardo e Laura
Mari e Alice
Mari e Ana
Maria Tereza e Marina
Marilyn, Kauê e Sofia
May e Melissa
Micheliny, Nina e Theo
Nathalia e Tomás
Paloma e Cecília
Paloma e Isa
Pérola, Felipe e Beatriz
Cris, Luana e Lucas
Ellen, Amanda e Hannah
Dani e Nina
Dany, Naty e Luana
Fernanda e Isabela
Fê e Luiza
Fernanda e Pitoco
Flavia e João
Letícia e Laura
Ligia, Bernardo e Laura
Mari e Alice
Mari e Ana
Maria Tereza e Marina
Marilyn, Kauê e Sofia
May e Melissa
Micheliny, Nina e Theo
Nathalia e Tomás
Paloma e Cecília
Paloma e Isa
Pérola, Felipe e Beatriz
Renata e André
Renata e Pietra
Roberta e Luísa
Roberta e Noah
Roberta e Victor
Sheila e Maria Clara
Tathy e Alice
Thaís e Caio
Para ver todas as histórias clique AQUI
Renata e Pietra
Roberta e Luísa
Roberta e Noah
Roberta e Victor
Sheila e Maria Clara
Tathy e Alice
Thaís e Caio
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Flavia e João
O João mamou pela primeira vez, minutos depois de nascer, estávamos os três (papai, mamãe e bebê) na mini-piscina do parto (que no final não foi usada para o parto), quando a parteira falou que eu colocasse o João entre meus seios... enquanto ela ia explicando que essa era uma boa maneira de que ele encontrasse a “posição correta” mas que demorava um pouco para que o instinto blábláblá,... antes de acabar a explicação, entre cabeçadas e cabeçadas, o pequeno já tinha encontrado o caminho e desfrutava feliz do seu mamá.
Foi lindo! ... Mas me lembro dos ombros tensos, de não saber como segura-lo, de não ter certeza se ele tinha acertado a pega, se eu já tinha leite e outras tantas duvidas. As parteiras, me ajudaram a relaxar o ombro e os braços, conferiram a pega e me deixaram tranqüila e confiante.
Os 3 primeiros dias foram relativamente fáceis, eu seguia as dicas que tinha aprendido no curso pré-parto: amamentar a livre demanda, esvaziar primeiro um peito para oferecer o outro, que o momento mamar seja um momento relaxado, de preferência sem interferências externas, depois de cada mamada deixar secar o peito com algumas gotas do próprio leite... tudo ia bem...
As dificuldades começaram aparecer com a subida do leite, aqui na Espanha falam que quando o leite sobe os ânimos baixam, e depois de acontecer comigo, entendia um pouco o porque. Eu estava ligeiramente febril, meus peitos pareciam que iam explodir, estavam enormes, duros e doloridos, só de imaginar que era hora de amamentar de novo, meus olhos já enchiam de lagrimas, foi quando recorremos uma vez mais ao SOS Amamentação (as parteiras), eu queria comprar uma bombinha para retirar todo aquele leite que sobrava visivelmente, mas ela foi totalmente contra, porque ao tirar o leite, o peito aumenta a produção, pode aliviar durante um tempo, mas cada vez o peito enche mais... e me recomendou uma coisa muito curiosa, folhas de couve: separar as folhas, tirar o talo central amassar e colocar dentro do soutien, nos intervalos da mamada. E acreditem: Funciona! No dia seguinte os peitos voltaram a ter um tamanho (e uma consistência, haha) um pouco mais normal.
(para os assépticos compressa de água FRIA também ajuda).
Depois vieram as pequenas fissuras, o peito não chegou a rachar porque nos primeiros sinais de dor, eu sabia que alguma coisa estava errada, e mais uma vez pedi socorro e mesmo buscando soluções rapidamente foram 2 ou 3 dias de amamentar sentindo dor, (que difícil!) mas com a pomada (lasinoh) e variando as posições para acertar a pega, as fissuras foram cicatrizando e em pouco tempo já desfrutávamos desse momento de conexão única da mamãe e o bebê.
Já me disseram que tive sorte de nao ter leite fraco, do João gostar de mamar e de não ter tido maiores problemas. Eu, particularmente acho que essa "sorte" é fruto da nossa preparação para a chegada do João. De ter me informado antes do parto sobre o aleitamento, de ter aprendido e acreditado que a maioria da maioria das mulheres podem amamentar seus filhos, que não existe leite fraco, que o recém nascido necessita mamar frequentemente, que existem sim as dificuldades iniciais, e outros problemas, mas a MAIORIA desses podem ser solucionados e que amamentar pode ser extremamente prazeroso.
Outro fator importante foi que tive ao meu lado uma equipe campeã: meu marido, minha mãe, minha sogra e as parteiras que me apoiaram, me instruíram e que me deram o privilegio de estar tranqüila durante o primeiro mês do João, sem ter que me preocupar com nada alem de me alimentar, descansar, amamentar e maternar o meu pequeno Astronauta.

Amamentei de forma exclusiva e a livre demanda, até os 6 meses, quando começamos de forma gradual a alimentação complementaria. Quando ele tinha mais ou menos 9 meses começaram as sugestões de porque, como e quando desmamar, mas conseguimos superar essa crise, e seguir desfrutando do nosso momento 5 estrelas do dia.
Em resumo cada cabeça é um mundo e não dá pra agradar a gregos e troianos, amamentar ou não e até quando é decisão de cada um. O importante é que essa decisão seja tomada com consciencia, informação e responsabilidade.
Foi lindo! ... Mas me lembro dos ombros tensos, de não saber como segura-lo, de não ter certeza se ele tinha acertado a pega, se eu já tinha leite e outras tantas duvidas. As parteiras, me ajudaram a relaxar o ombro e os braços, conferiram a pega e me deixaram tranqüila e confiante.
Os 3 primeiros dias foram relativamente fáceis, eu seguia as dicas que tinha aprendido no curso pré-parto: amamentar a livre demanda, esvaziar primeiro um peito para oferecer o outro, que o momento mamar seja um momento relaxado, de preferência sem interferências externas, depois de cada mamada deixar secar o peito com algumas gotas do próprio leite... tudo ia bem...
As dificuldades começaram aparecer com a subida do leite, aqui na Espanha falam que quando o leite sobe os ânimos baixam, e depois de acontecer comigo, entendia um pouco o porque. Eu estava ligeiramente febril, meus peitos pareciam que iam explodir, estavam enormes, duros e doloridos, só de imaginar que era hora de amamentar de novo, meus olhos já enchiam de lagrimas, foi quando recorremos uma vez mais ao SOS Amamentação (as parteiras), eu queria comprar uma bombinha para retirar todo aquele leite que sobrava visivelmente, mas ela foi totalmente contra, porque ao tirar o leite, o peito aumenta a produção, pode aliviar durante um tempo, mas cada vez o peito enche mais... e me recomendou uma coisa muito curiosa, folhas de couve: separar as folhas, tirar o talo central amassar e colocar dentro do soutien, nos intervalos da mamada. E acreditem: Funciona! No dia seguinte os peitos voltaram a ter um tamanho (e uma consistência, haha) um pouco mais normal.
(para os assépticos compressa de água FRIA também ajuda).
Depois vieram as pequenas fissuras, o peito não chegou a rachar porque nos primeiros sinais de dor, eu sabia que alguma coisa estava errada, e mais uma vez pedi socorro e mesmo buscando soluções rapidamente foram 2 ou 3 dias de amamentar sentindo dor, (que difícil!) mas com a pomada (lasinoh) e variando as posições para acertar a pega, as fissuras foram cicatrizando e em pouco tempo já desfrutávamos desse momento de conexão única da mamãe e o bebê.
Já me disseram que tive sorte de nao ter leite fraco, do João gostar de mamar e de não ter tido maiores problemas. Eu, particularmente acho que essa "sorte" é fruto da nossa preparação para a chegada do João. De ter me informado antes do parto sobre o aleitamento, de ter aprendido e acreditado que a maioria da maioria das mulheres podem amamentar seus filhos, que não existe leite fraco, que o recém nascido necessita mamar frequentemente, que existem sim as dificuldades iniciais, e outros problemas, mas a MAIORIA desses podem ser solucionados e que amamentar pode ser extremamente prazeroso.
Outro fator importante foi que tive ao meu lado uma equipe campeã: meu marido, minha mãe, minha sogra e as parteiras que me apoiaram, me instruíram e que me deram o privilegio de estar tranqüila durante o primeiro mês do João, sem ter que me preocupar com nada alem de me alimentar, descansar, amamentar e maternar o meu pequeno Astronauta.

Amamentei de forma exclusiva e a livre demanda, até os 6 meses, quando começamos de forma gradual a alimentação complementaria. Quando ele tinha mais ou menos 9 meses começaram as sugestões de porque, como e quando desmamar, mas conseguimos superar essa crise, e seguir desfrutando do nosso momento 5 estrelas do dia.
Em resumo cada cabeça é um mundo e não dá pra agradar a gregos e troianos, amamentar ou não e até quando é decisão de cada um. O importante é que essa decisão seja tomada com consciencia, informação e responsabilidade.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Ana Paula e Béatrice
Hoje de manhã lí um post sobre amamentação que eu gostei muito, mais uma história bonita para nosso cantinho da amamentação.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Rebeca e João
Informação eu tive de sobra. Minha mãe é enfermeira e trabalhou anos com aleitamento materno, so...e não, ela não ficou dando mil conselhos e enchendo a paciência. Na verdade fui cuidada por uma amiga dela para não termos maiores problemas. Sempre quis parto normal, sempre quis amamentar. O parto normal não deu, João sentou aos 7 meses de gestação e nasceu de 8. Taquipnéia (é assim que escreve?) transitória do récem nascido, 3 dias de UTI neonatal, alimentação via sonda, icterícia. O meu leite desceu e eu fazia a ordenha manual e levava pra ele na UTI. Tomou o colostro mas não tinha fome porque também estava sendo alimentado via sonda. Quando saiu da UTI só queria dormir e as enfermeiras tiravam a roupinha dele (como podiam fazer isso?) e faziam cosquinha no pé para ele pegar o peito. Deu certo. Sapinho, bicarbonato no peito, rachaduras, dor, 1ª mastite, ah! esqueci o refluxo,kkkk. Livre demanda (ele chegou a mamar 15 vezes em um dia!) até 3 meses e aí começamos de 2 em duas horas suspendendo as mamadas de meia noite às 6. Juntou todo o trabalho doméstico, noites mal dormidas, natal e o meu leite quase seca. Descanso, líquido, paciência, 2ª mastite. Quando ele tinha 4 meses e não engordava a pediatra passou complemento de NAN AR e frutas. Eu não quis dar o complemento e dava um copo de NAN por dia, o resto era só peito e frutas. Magrelo até 8 meses e tchanan! Começou a engordar e não parou mais. Levou uma palmadinha na perna e parou de morder o bico dos peito da mamãe que já estavam quase caindo, kkkk. Quando ele tinha 1 ano e 1 mês na hora de mamar já não tinha paciência de esperar o leite descer e ficava irritado, além disso começou a tirar minha blusa em público. Decidi que tinha chegado a hora, conversei com ele e ele só me pediu peito mais 1 vez depois disso. Hoje quando mostro o peito ele ri, tipo, quê isso mãe! Resumo da ópera: amei amamentar apesar de tudo. Não foi fácil, nem a escolha de ficar exclusivamente com ele até hoje, mas...tem sido muito bom.
Agradeço a Deus por ter o privilégio de ter filhos deliciosos e a todos os que me apoiaram no trajeto.
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Ps: às mães que estão preocupadas como o peito vai ficar depois de amamentar, prefiro meus peitos agora.
Agradeço a Deus por ter o privilégio de ter filhos deliciosos e a todos os que me apoiaram no trajeto.
Ps: às mães que estão preocupadas como o peito vai ficar depois de amamentar, prefiro meus peitos agora.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Alessandra e Isadora
Sempre quis dar de mamar até os 2 anos da minha bebê.
Antes de ser mãe, via as mulheres amamentando e pensava que era fácil, que o bebê pegava o seio automaticamente e começava a mamar.
Não entendia por que tantas mulheres reclamavam de dificuldades na amamentação.
Quando estava grávida, sentia dor nos seios. A sensação era de pele esticando, parecia que ia rasgar, um desconforto enorme que aliviava com uma pomada específica receitada pela obstetra. Procurava pegar sol e dava banhos de luz nos seios. Aos 8 meses comecei a usar conchas.
Isadora nasceu e a primeira coisa que fizeram foi colocá-la no peito para mamar. Ao contrário do que imaginava, ela não saiu mamando. Tinha que ajeitar, segurar o mamilo, colocar na boquinha dela, etc. Quando ela se mexia, soltava o seio.
Comecei a pedir informações para as enfermeiras e cada uma dava uma orientação diferente da outra me deixando mais confusa. Minhas dúvidas eram sobre tempo de amamentação em cada mama, quando trocar, como segurar o seio, como fazer com que ela não soltasse o mamilo e outras que nem me lembro.
Chegando em casa, as dificuldades continuaram e fui buscar na internet mais informações. Tentava colocar em prática e não dava certo: ela soltava o seio, não saía leite suficiente quando ela mamava, ao mesmo tempo as conchas enchiam e o leite ia fora; o leite endurecido fazia os seios doerem, os mamilos ficavam machucados. As conchas foram salvadoras, porque evitavam o contato da pele com o sutiã, permitindo a cicatrização. Minha mãe queria ensinar como fazer, só que o que ela dizia era diferente do que eu lia e preferi dar atenção às teorias. Outro motivo foi que eu queria fazer tudo sozinha, testar a minha maneira de ser mãe.
Só que o tempo passava e as dificuldades continuavam. Na consulta de 1 mês, ela havia perdido peso porque não estava mamando o suficiente, mesmo eu tendo muito leite.
Então resolvi dar ouvidos à minha mãe e, além disso, tirar leite e dar na chuquinha. A Isa mamava no seio e depois na chuquinha. Coloquei as teorias e dúvidas de lado, eu já as tinha demais. Fiz como minha mãe disse...e não é que deu certo? \o/ Não foi à toa que ela amamentou quatro filhos.
Logo Isadora e eu pegamos o jeito, deixei de dar leite na chuquinha porque ela mamava bem nos meus seios, recuperou o peso e daí em diante só engordou.
EM NENHUM MOMENTO DESISTI DE AMAMENTAR porque sabia do valor do ato para nós duas. Amamentação não é importante só para a criança, nem se resume ao aspecto nutricional. Ela fortalece o vínculo entre mãe e filha, cria uma intimidade única, dá conforto para o bebê,...é amor em forma de leite! O olhar dela pra mim quando mama desperta um sentimento impossível de expressar em palavras.
Foi muito difícil, e valeu a pena!
Hoje Isadora está com um ano e três meses e ainda mama no peito; não pegou mamadeira nem chupeta. Consigo amamentá-la onde e quando quiser, tamanha a prática que adquirimos. O leite está sempre pronto e na temperatura ideal, é prático demais!
Isa está começando a falar. Nas nossas conversas, antes de mamar brinco perguntando qual seio ela quer. Ela aponta com o dedinho gordo e diz: "exi!"
Então somos felizes!
Antes de ser mãe, via as mulheres amamentando e pensava que era fácil, que o bebê pegava o seio automaticamente e começava a mamar.
Não entendia por que tantas mulheres reclamavam de dificuldades na amamentação.
Quando estava grávida, sentia dor nos seios. A sensação era de pele esticando, parecia que ia rasgar, um desconforto enorme que aliviava com uma pomada específica receitada pela obstetra. Procurava pegar sol e dava banhos de luz nos seios. Aos 8 meses comecei a usar conchas.
Isadora nasceu e a primeira coisa que fizeram foi colocá-la no peito para mamar. Ao contrário do que imaginava, ela não saiu mamando. Tinha que ajeitar, segurar o mamilo, colocar na boquinha dela, etc. Quando ela se mexia, soltava o seio.
Comecei a pedir informações para as enfermeiras e cada uma dava uma orientação diferente da outra me deixando mais confusa. Minhas dúvidas eram sobre tempo de amamentação em cada mama, quando trocar, como segurar o seio, como fazer com que ela não soltasse o mamilo e outras que nem me lembro.
Chegando em casa, as dificuldades continuaram e fui buscar na internet mais informações. Tentava colocar em prática e não dava certo: ela soltava o seio, não saía leite suficiente quando ela mamava, ao mesmo tempo as conchas enchiam e o leite ia fora; o leite endurecido fazia os seios doerem, os mamilos ficavam machucados. As conchas foram salvadoras, porque evitavam o contato da pele com o sutiã, permitindo a cicatrização. Minha mãe queria ensinar como fazer, só que o que ela dizia era diferente do que eu lia e preferi dar atenção às teorias. Outro motivo foi que eu queria fazer tudo sozinha, testar a minha maneira de ser mãe.
Só que o tempo passava e as dificuldades continuavam. Na consulta de 1 mês, ela havia perdido peso porque não estava mamando o suficiente, mesmo eu tendo muito leite.
Então resolvi dar ouvidos à minha mãe e, além disso, tirar leite e dar na chuquinha. A Isa mamava no seio e depois na chuquinha. Coloquei as teorias e dúvidas de lado, eu já as tinha demais. Fiz como minha mãe disse...e não é que deu certo? \o/ Não foi à toa que ela amamentou quatro filhos.
Logo Isadora e eu pegamos o jeito, deixei de dar leite na chuquinha porque ela mamava bem nos meus seios, recuperou o peso e daí em diante só engordou.
EM NENHUM MOMENTO DESISTI DE AMAMENTAR porque sabia do valor do ato para nós duas. Amamentação não é importante só para a criança, nem se resume ao aspecto nutricional. Ela fortalece o vínculo entre mãe e filha, cria uma intimidade única, dá conforto para o bebê,...é amor em forma de leite! O olhar dela pra mim quando mama desperta um sentimento impossível de expressar em palavras.
Foi muito difícil, e valeu a pena!
Hoje Isadora está com um ano e três meses e ainda mama no peito; não pegou mamadeira nem chupeta. Consigo amamentá-la onde e quando quiser, tamanha a prática que adquirimos. O leite está sempre pronto e na temperatura ideal, é prático demais!
Isa está começando a falar. Nas nossas conversas, antes de mamar brinco perguntando qual seio ela quer. Ela aponta com o dedinho gordo e diz: "exi!"
Então somos felizes!
Carol e Pequeno
Uma das minhas maiores preocupações durante a gravidez foi saber se eu seria capaz de amamentar o meu bebê. Afinal, se por um lado eu ouvia histórias lindas sobre a amamentação, por outro eu também era bombardeada por histórias que envolviam bicos rachados, mães chorosas e bebês famintos. Como seria na minha vez?
Meu filho nasceu de parto normal e sua primeira mamada ocorreu momentos após seu nascimento. A enfermeira veio me ajudar a posicionar corretamente a boquinha do bebê no seio e... zapt! Meu filho começou a sugar com uma voracidade que até me assustou. Tenho uma foto muito engraçada da cara de espanto que fiz nesse momento. Momento em que começou uma linda história de amor pós gravidez.
Posso dizer que tive muita sorte no que se refere à amamentação: meu filho teve facilidade para sugar e para pegar o seio corretamente, e eu não tive rachaduras nos seios, febres etc. Tive, sim, alguns percalços como seios muito cheios – que se tornam bem doloridos e que só aliviam após uma grande (e dolorida) mamada – e um bebê faminto na madrugada que se seguiu ao nascimento, quando o leite propriamente ainda não havia descido e o colostro claramente não conseguia matar a fome do meu leãozinho. Mas tudo foi resolvido com amor, paciência e a determinação de fazer dar certo, pois amamentar o meu filho sempre foi uma questão primordial para mim.
Hoje, 9 meses e meio depois dessa primeira mamada, continuo amamentando meu filho pelos menos três vezes por dia (já que trabalho fora) e valorizo imensamente esses doces momentos. O olhar do meu filho na minha direção, suas mãozinhas que teimam em mexer nos meus cabelos sem parar ou em me fazer carinho, o calor de seu corpo quentinho junto ao meu, a sensação de que por um breve momento voltamos a ser um só e estamos protegidos de qualquer coisa... tudo isso faz da hora das mamadas um momento muito especial do meu dia. Enfim, em se tratando de amamentação: eu apóio, recomendo e pratico!
História enviada por Carol
Meu filho nasceu de parto normal e sua primeira mamada ocorreu momentos após seu nascimento. A enfermeira veio me ajudar a posicionar corretamente a boquinha do bebê no seio e... zapt! Meu filho começou a sugar com uma voracidade que até me assustou. Tenho uma foto muito engraçada da cara de espanto que fiz nesse momento. Momento em que começou uma linda história de amor pós gravidez.
Posso dizer que tive muita sorte no que se refere à amamentação: meu filho teve facilidade para sugar e para pegar o seio corretamente, e eu não tive rachaduras nos seios, febres etc. Tive, sim, alguns percalços como seios muito cheios – que se tornam bem doloridos e que só aliviam após uma grande (e dolorida) mamada – e um bebê faminto na madrugada que se seguiu ao nascimento, quando o leite propriamente ainda não havia descido e o colostro claramente não conseguia matar a fome do meu leãozinho. Mas tudo foi resolvido com amor, paciência e a determinação de fazer dar certo, pois amamentar o meu filho sempre foi uma questão primordial para mim.
Hoje, 9 meses e meio depois dessa primeira mamada, continuo amamentando meu filho pelos menos três vezes por dia (já que trabalho fora) e valorizo imensamente esses doces momentos. O olhar do meu filho na minha direção, suas mãozinhas que teimam em mexer nos meus cabelos sem parar ou em me fazer carinho, o calor de seu corpo quentinho junto ao meu, a sensação de que por um breve momento voltamos a ser um só e estamos protegidos de qualquer coisa... tudo isso faz da hora das mamadas um momento muito especial do meu dia. Enfim, em se tratando de amamentação: eu apóio, recomendo e pratico!
História enviada por Carol
Cris, Luana e Lucas
Vou contar como tudo começou.
Eu só tinha 20 anos quando a Luana chegou em minha vida. Durante a gestação dela, tentei ler o máximo de livros que pude sobre amamentação.
Sempre achei que seria uma experiência mágica, de troca, de amor. E foi.
Na maternidade, ainda muito inexperiente sobre tudo o que me cercava, pedi que não fosse dado nada a Luana, enquanto ela ficava no berçário.
Luana chegou no quarto e nós duas não sabíamos muito como fazer, sinceramente. Luana parecia não ter fome, a pega não estava errada, ela simplesmente não pegava.
O que me deixava frustrada e pensativa, pois eu achava que eu estava errando. Antes que começassem as 'sugestões', meu marido comprou o bico de silicone, para o peito, e uma bombinha de extração, pois eu tinha leite demasiadamente e a pequena não estava ainda 'se lambuzando'.
Com 24hs de vida eu pensei: hoje ela vai ter que sentir fome. Já estava com os utensílios esterilizados. Meu marido baixou as luzes do quarto, e trocou as fraldas da pequena, para que ela despertasse bem. Logo ela começou a chorar, incomodada por estarem mexendo nela. Foi aí que, só com a fraldinha, coloquei ela encostada no meu corpo e a ajudei a encaixar bem a boquinha no bico (ainda com silicone). Ela começou a mamar. Que delícia. Eu fiquei emocionada. Esperava aquele momento, durante a gestação.
E, foi assim que começamos nossa história de amor e troca. Depois da primeira mamada, Luana começou a acordar para 'pedir o mama', mas quando eu tentava sem o bico de silicone ela não conseguia. Usamos ele por 7 dias exatos. Optei pela amamentação em livre demanda, não tínhamos horário fixo, sempre que ela pedia, ela tinha. Foram 6 meses de amamentação exclusiva. A pediatra respeitou a minha vontade de postergar a entra da de sólidos após o 6º mês. Ela crescia e engordava muito bem.
Depois do 6º mês, ela continuou mamando no peito, sempre que solicitava. E comia bem as frutas e papas salgadas.
E rolou com muita naturalidade a nossa experiência. Ela mamou até os 13 meses, quando eu parei de produzir leite em grande quantidade. Até fiz alguns estímulos, mas ela mesma desmamou sozinha. Sentia falta das nossas mamadas, mas ela não tinha mais interesse. Respeitei.
Quando ela tinha 1 ano e 11 meses, descobrimos que teríamos outro bebê. A idéia continuava a mesma. Nada de leite artificial na maternidade, leite em livre demanda, sem rigidez de horários e até o 6º mês exclusivamente.
Mas, não deu certo. Lucas nasceu e novamente minha vontade foi respeitada, ele só mamou no peito. Não precisamos do bico de silicone para nos auxiliar. Porém, com 1 mês de idade, foi diagnosticado com refluxo intenso. Começamos com as medicações e seguimos com o peito, mas não resolvia, ele continua com muito refluxo. Trocamos as medicações, mas nada o ajudava. Mudávamos o jeito de dar mama, de pegá-lo. E ele continuava colocando toda a mamada pra fora, e depois chorava muito. Com 1 mês e 15 dias ele entrou com NAN AR, infelizmente. Melhorou muito. E seguia mamando no peito.
Mas, como a frequência do NAN deveria ser maior que o peito, para que voltasse menos leite e ele conseguisse ganhar o peso adequado, com 3 meses e 15 dias ele desmamou. Não queria mais meu leite, e eu já não tinha muito leite para oferecer.
Agora, estamos tentando nosso 3º bebê e seguimos com a idéia de que o melhor para o bebê é o leite materno, amamentar é um ato de amor. É uma das melhores sensações que já experimentei. E, com certeza, terei oportuinidade de experimentar novamente, exclusivamente, livremente.
Eu amamento, porque eu amo.

História enviada por Cris - mãe dos Lus-
Eu só tinha 20 anos quando a Luana chegou em minha vida. Durante a gestação dela, tentei ler o máximo de livros que pude sobre amamentação.
Sempre achei que seria uma experiência mágica, de troca, de amor. E foi.
Na maternidade, ainda muito inexperiente sobre tudo o que me cercava, pedi que não fosse dado nada a Luana, enquanto ela ficava no berçário.
Luana chegou no quarto e nós duas não sabíamos muito como fazer, sinceramente. Luana parecia não ter fome, a pega não estava errada, ela simplesmente não pegava.
O que me deixava frustrada e pensativa, pois eu achava que eu estava errando. Antes que começassem as 'sugestões', meu marido comprou o bico de silicone, para o peito, e uma bombinha de extração, pois eu tinha leite demasiadamente e a pequena não estava ainda 'se lambuzando'.
Com 24hs de vida eu pensei: hoje ela vai ter que sentir fome. Já estava com os utensílios esterilizados. Meu marido baixou as luzes do quarto, e trocou as fraldas da pequena, para que ela despertasse bem. Logo ela começou a chorar, incomodada por estarem mexendo nela. Foi aí que, só com a fraldinha, coloquei ela encostada no meu corpo e a ajudei a encaixar bem a boquinha no bico (ainda com silicone). Ela começou a mamar. Que delícia. Eu fiquei emocionada. Esperava aquele momento, durante a gestação.
E, foi assim que começamos nossa história de amor e troca. Depois da primeira mamada, Luana começou a acordar para 'pedir o mama', mas quando eu tentava sem o bico de silicone ela não conseguia. Usamos ele por 7 dias exatos. Optei pela amamentação em livre demanda, não tínhamos horário fixo, sempre que ela pedia, ela tinha. Foram 6 meses de amamentação exclusiva. A pediatra respeitou a minha vontade de postergar a entra da de sólidos após o 6º mês. Ela crescia e engordava muito bem.
Depois do 6º mês, ela continuou mamando no peito, sempre que solicitava. E comia bem as frutas e papas salgadas.
E rolou com muita naturalidade a nossa experiência. Ela mamou até os 13 meses, quando eu parei de produzir leite em grande quantidade. Até fiz alguns estímulos, mas ela mesma desmamou sozinha. Sentia falta das nossas mamadas, mas ela não tinha mais interesse. Respeitei.
Quando ela tinha 1 ano e 11 meses, descobrimos que teríamos outro bebê. A idéia continuava a mesma. Nada de leite artificial na maternidade, leite em livre demanda, sem rigidez de horários e até o 6º mês exclusivamente.
Mas, não deu certo. Lucas nasceu e novamente minha vontade foi respeitada, ele só mamou no peito. Não precisamos do bico de silicone para nos auxiliar. Porém, com 1 mês de idade, foi diagnosticado com refluxo intenso. Começamos com as medicações e seguimos com o peito, mas não resolvia, ele continua com muito refluxo. Trocamos as medicações, mas nada o ajudava. Mudávamos o jeito de dar mama, de pegá-lo. E ele continuava colocando toda a mamada pra fora, e depois chorava muito. Com 1 mês e 15 dias ele entrou com NAN AR, infelizmente. Melhorou muito. E seguia mamando no peito.
Mas, como a frequência do NAN deveria ser maior que o peito, para que voltasse menos leite e ele conseguisse ganhar o peso adequado, com 3 meses e 15 dias ele desmamou. Não queria mais meu leite, e eu já não tinha muito leite para oferecer.
Agora, estamos tentando nosso 3º bebê e seguimos com a idéia de que o melhor para o bebê é o leite materno, amamentar é um ato de amor. É uma das melhores sensações que já experimentei. E, com certeza, terei oportuinidade de experimentar novamente, exclusivamente, livremente.
Eu amamento, porque eu amo.

História enviada por Cris - mãe dos Lus-
Dani e Nina
"Acho que as enfermeiras que acompanharam os primeiros dias da Nina na maternidade devem se lembrar de mim até hoje.
Moro em uma cidade do interior de São Paulo e por aqui não tem alojamento conjunto para mães e bebês. A gente fica no quarto e os pequenos no berçário, onde são amamentados com leite artificial até que a mãe se recupere do parto, na sua maioria são cesáreos.
Já sabendo disso, pois o papai da Nina é médico, montei um verdadeiro esquema de guerra para conseguir amamentar a pequena, desde suas primeiras horas, com leite materno.
Alistei minha mãe, meu marido, minha irmã, para ficarem de olho na Nina enquanto eu me recuperava da anestesia (sim...também fiz cesárea...mas isso é história para outro dia...) e PROIBI EXPRESSAMENTE E POR ESCRITO o fornecimento de leite artificial para minha filha.
Recebia algumas caras feias por isso, e também fiz cara de brava algumas vezes, mas não desistia: Nina só iria mamar no peito.
E como foi bom quando me trouxeram ela pela primeira vez. Me emociono muito só de lembrar daquela pequenininha ali, mamando, de roupinha branca e laço vermelho no cabelo.
Achei que fosse mais complicado dar de mamá. Mas, não, para mim as coisas correram bem. Ela pegou direitinho logo na primeira mamada e seguiu assim, até o dia que decidiu trocar o peito pela mamadeira.
E este dia foi triste, porque eu não queria desmamar dela.
Confesso que sinto vontade de amamentá-la até hoje. Mas com quase 1 ano, Nina não se interessa mais pelos peitos...apesar de eu sempre oferecê-los para ela. Até ganhei algumas mordidas nos bicos dos seios esses dias!
Amei amamentar.
Não vejo a hora do tempo passar para, daqui uns três anos, eu repetir tudo de novo com o irmãozinho que vamos preparar para a Nina.
Fim.
História enviada por Dani, mãe da Nina de 1 aninho."
*** Interrompemos a programação normal das histórias do SMAM 2009, para mandar um beijo carinhosissímo para a aniversariante mais fofa e linda do dia a Nina.
Moro em uma cidade do interior de São Paulo e por aqui não tem alojamento conjunto para mães e bebês. A gente fica no quarto e os pequenos no berçário, onde são amamentados com leite artificial até que a mãe se recupere do parto, na sua maioria são cesáreos.
Já sabendo disso, pois o papai da Nina é médico, montei um verdadeiro esquema de guerra para conseguir amamentar a pequena, desde suas primeiras horas, com leite materno.
Alistei minha mãe, meu marido, minha irmã, para ficarem de olho na Nina enquanto eu me recuperava da anestesia (sim...também fiz cesárea...mas isso é história para outro dia...) e PROIBI EXPRESSAMENTE E POR ESCRITO o fornecimento de leite artificial para minha filha.
Recebia algumas caras feias por isso, e também fiz cara de brava algumas vezes, mas não desistia: Nina só iria mamar no peito.
E como foi bom quando me trouxeram ela pela primeira vez. Me emociono muito só de lembrar daquela pequenininha ali, mamando, de roupinha branca e laço vermelho no cabelo.
Achei que fosse mais complicado dar de mamá. Mas, não, para mim as coisas correram bem. Ela pegou direitinho logo na primeira mamada e seguiu assim, até o dia que decidiu trocar o peito pela mamadeira.
E este dia foi triste, porque eu não queria desmamar dela.
Confesso que sinto vontade de amamentá-la até hoje. Mas com quase 1 ano, Nina não se interessa mais pelos peitos...apesar de eu sempre oferecê-los para ela. Até ganhei algumas mordidas nos bicos dos seios esses dias!
Amei amamentar.
Não vejo a hora do tempo passar para, daqui uns três anos, eu repetir tudo de novo com o irmãozinho que vamos preparar para a Nina.
Fim.
História enviada por Dani, mãe da Nina de 1 aninho."
*** Interrompemos a programação normal das histórias do SMAM 2009, para mandar um beijo carinhosissímo para a aniversariante mais fofa e linda do dia a Nina.
Parabéns princesa! e Parabéns também pros papais, Dani e Marcão por esta data tão especial. Muitos beijos.
Flavia e João
Dany, Naty e Luana
já estou morrendo de saudade...
Luluzinha "abandonou a vaquinha mamãe", por si!
Apesar da saudade, estou muito feliz por ter sido um desmame gradual , tranquilo e por vontade dela!
Fico muito grata por ter tido o prazer de amamentar as minhas duas filhas, Naty por 9 meses e Luana por pouco mais de 7 meses, sendo que desses 7, seis de leite materno EXCLUSIVAMENTE.
Creio que a amamentação, além de todos os benefícios tão conhecidos, é uma das coisas mais prazerosas da vida... eu diria, plagiando a mim mesma - também é um encontro com Deus!
Minhas filhas, um dia, serão mães.
Desejo que possam sentir a mesma emoção que senti a cada gota de leite transbordada do fundo do meu coração !
Fica a sensação maravilhosa de missão cumprida. De ter sido possível transmitir tanto amor através de um ato que só nós entendemos. Fica a lembrança daqueles olhinhos inocentes à espera do nosso alimento, do nosso acalanto, do nosso amor!
Luluzinha "abandonou a vaquinha mamãe", por si!
Apesar da saudade, estou muito feliz por ter sido um desmame gradual , tranquilo e por vontade dela!
Fico muito grata por ter tido o prazer de amamentar as minhas duas filhas, Naty por 9 meses e Luana por pouco mais de 7 meses, sendo que desses 7, seis de leite materno EXCLUSIVAMENTE.
Creio que a amamentação, além de todos os benefícios tão conhecidos, é uma das coisas mais prazerosas da vida... eu diria, plagiando a mim mesma - também é um encontro com Deus!
Minhas filhas, um dia, serão mães.
Desejo que possam sentir a mesma emoção que senti a cada gota de leite transbordada do fundo do meu coração !
Fica a sensação maravilhosa de missão cumprida. De ter sido possível transmitir tanto amor através de um ato que só nós entendemos. Fica a lembrança daqueles olhinhos inocentes à espera do nosso alimento, do nosso acalanto, do nosso amor!
Fernanda e Isabela
Minha segunda filha nasceu e eu tinha muitas expectativas em torno da amamentação, embora a experiência com a mais velha tenha sido positiva (mamou exclusivamente por 6 meses e depois até 1 ano e 4 meses)!
Já nos primeiros dias, algo parecia estar errado: Isabela golfava até o colostro e engasgava muito nas mamadas. O leite veio com muita força, tive hiperlactação e reflexo de ejeção forte.
Aos poucos fui aprendendo a lidar com o reflexo de ejeção e a produção foi se normalizando.
Mas a cada dia, Isabela vomitava mais e mais, a irritação após as mamadas aumentavam e outros sintomas foram surgindo: diarréia e muco nas fezes, dermatite atrás das orelhas e nas dobras, vômitos em jato, mesmo adotando todas as medidas posturais.
Com 20 dias caiu a ficha de que o leite de vaca poderia estar por trás de tudo. Eu era a própria bezerra, consumia bastante leite e derivados diariamente e num primeiro momento, cortar leite parecia ser impossível. Mas a gente logo percebe que o mundo não é feito de leite e que existem sim, muitas opções.
No início tive um pouco de dificuldades com rótulos, cheguei a comer biscoito de água e sal, achando que era inocente, ou mesmo dar uma lambidinha na tampa do iogurte. Mas os vômitos da Isabela denunciavam a escorregada.
O aviso principal veio com toda força aos 23 dias quando apareceu sangue vivo nas fezes. Nada mais desesperador. Marquei a gastropediatra.
Com 25 dias fomos na consulta, ela, após ouvir a história, praticamente fechou o diagnóstico, querendo apenas afastar a possibilidade de infecção. Pediu vários exames de fezes (coprocultura, alfa 1 antripsina fecal, elementos anormais nas fezes - hemácias, leucócitos e substâncias redutoras - e sangue oculto - anti HB-humano) e indicou a dieta (acrescentando soja, carne bovina e ovo) e as medidas posturais para o refluxo.
Fizemos os exames (alterados), mas sem infecção, o que fechava de vez o diagnóstico junto com a dieta. Além disso, comi mais alguma coisa com leite (um biscoito) e foram mais 5 dias de sangue nas fezes em cada evacuação.
Continuei amamentando em livre demanda e exclusivamente, a Isabela não vomitava mais, no entanto continuava com diarréia e muco nas fezes, e dermatites. E continuava muito irritada após as mamadas. Foi então receitado remédio para o refluxo (que tomou por 3 meses), além de uma maior restrição na dieta, que depois aos poucos fui voltando a comer.
Apesar desse começo complicado, ela ganhou 2 quilos nos 2 primeiros meses.
Aos 5 meses, uma bobeada no rótulo, comi alimento com leite e mais uma vez, cólicas, sangue e muco nas fezes.
Repetimos os exames, e estavam piores que os primeiros, para meu desespero. A Dra. Sheila me tranquilizou, dizendo ser esperado, e que eu mantivesse a dieta e me orientou para a introdução dos sólidos com 6 meses.
A introdução dos sólidos foi super problemática: primeiro porque minha filha detestava comida! Segundo, porque ainda estava sensibilizada e tudo era uma caixinha de surpresas. E depois, sempre tinha algo para atrapalhar: uma vacina, algo que eu podia ter comido, alterações na rotina.
Nessa época, foi prescrito o ferro e Isabela não tolerou, mesmo eu dando 1 gota por dia e aumentando a dose aos poucos. Voltou o refluxo e precisou de mais 2 meses de medicação.
Teve pneumonia aos 7 meses e meio, tomou a vacina prevenar aos 9 e teve forte reação alérgica.
O coco continuava com aspecto péssimo, os exames ruins, e a Dra Sheila pedindo para eu manter a dieta e seguir vagarosamente na introdução dos sólidos. Toda vez que algo desse errado, voltar e continuar. Era importante sempre andar para a frente, mas dar uns passinhos para trás de vez em quando.
Com 10 meses, finalmente, passou a ter um coco com aspecto normal e os exames finalmente normalizaram (com exceção do alfa 1 que piorou muito, mas a Dra Sheila também me tranquilizou, pois era um resultado isolado e segundo ela sem valor). Teve uma recaída na diarréia que durou quase 1 mês, a causa não descobri, mas desconfio de migalhas pelo chão ou mesmo uma virose.
Nesse período, tive momentos enlouquecedores, chorei muito, dividi minhas dúvidas e tristezas e também alegrias com minhas amigas virtuais, já que os reais me acham louca e alguns heroína.
A dieta teria sido muito mais difícil não fosse a facilidade de hoje encontrar alguns produtos isentos de leite e soja que facilitaram muito minha vida, como bebidas à base de arroz, chocolates e achocolatados sem leite e soja, entre outras coisas.
Com 1 ano comi acidentalmente um pedaço de queijo e voltamos a ter sangue oculto positivo, o que adiou qualquer tentativa de reintrodução para 2 anos, pelo menos.
Por outro lado, tivemos sucesso na reintrodução de carne e ovo na alimentação, além dos cítricos e a dieta ficou restrita a leite e derivados e soja.
Ela hoje está com 21 meses, se recuperando da anemia em razão do sangramento intestinal, se alimentando bem, esperta, brincalhona e participativa. Continua mamando e não tem data para parar!
E hoje, olhando para trás, vejo que as coisas já foram piores, indefinidas. Mais do que nunca, vejo que é preciso muita paciência, cautela, cuidado e observação. Ainda temos um longo caminho pela frente, mas com certeza, as coisas vão ficar melhores a cada dia!
História enviada por Fernanda, mãe de Clara e Isabela
para ler o relato da Clara, passem lá.
:::
Conheci o blog da Fernanda, buscando na net textos do livro "Mi niño no me come" do Carlos Gonzalez. Foi admiração a primeira leitura, achei importante ter um relato dela aqui na nossa campanha e escrevi um e-mail pedindo que ela me enviasse sua história.
Vale a pena conferir AQUI a bonita campanha que ela está fazendo, reunindo lindas e emocionantes histórias de mães que amamentam bebês com alergia.
Obrigada Fernanda e Parabéns a todas as mamães que amamentam seus filhos com alergia alimentar.
Já nos primeiros dias, algo parecia estar errado: Isabela golfava até o colostro e engasgava muito nas mamadas. O leite veio com muita força, tive hiperlactação e reflexo de ejeção forte.
Aos poucos fui aprendendo a lidar com o reflexo de ejeção e a produção foi se normalizando.
Mas a cada dia, Isabela vomitava mais e mais, a irritação após as mamadas aumentavam e outros sintomas foram surgindo: diarréia e muco nas fezes, dermatite atrás das orelhas e nas dobras, vômitos em jato, mesmo adotando todas as medidas posturais.
Com 20 dias caiu a ficha de que o leite de vaca poderia estar por trás de tudo. Eu era a própria bezerra, consumia bastante leite e derivados diariamente e num primeiro momento, cortar leite parecia ser impossível. Mas a gente logo percebe que o mundo não é feito de leite e que existem sim, muitas opções.
No início tive um pouco de dificuldades com rótulos, cheguei a comer biscoito de água e sal, achando que era inocente, ou mesmo dar uma lambidinha na tampa do iogurte. Mas os vômitos da Isabela denunciavam a escorregada.
O aviso principal veio com toda força aos 23 dias quando apareceu sangue vivo nas fezes. Nada mais desesperador. Marquei a gastropediatra.
Com 25 dias fomos na consulta, ela, após ouvir a história, praticamente fechou o diagnóstico, querendo apenas afastar a possibilidade de infecção. Pediu vários exames de fezes (coprocultura, alfa 1 antripsina fecal, elementos anormais nas fezes - hemácias, leucócitos e substâncias redutoras - e sangue oculto - anti HB-humano) e indicou a dieta (acrescentando soja, carne bovina e ovo) e as medidas posturais para o refluxo.
Fizemos os exames (alterados), mas sem infecção, o que fechava de vez o diagnóstico junto com a dieta. Além disso, comi mais alguma coisa com leite (um biscoito) e foram mais 5 dias de sangue nas fezes em cada evacuação.
Continuei amamentando em livre demanda e exclusivamente, a Isabela não vomitava mais, no entanto continuava com diarréia e muco nas fezes, e dermatites. E continuava muito irritada após as mamadas. Foi então receitado remédio para o refluxo (que tomou por 3 meses), além de uma maior restrição na dieta, que depois aos poucos fui voltando a comer.
Apesar desse começo complicado, ela ganhou 2 quilos nos 2 primeiros meses.
Aos 5 meses, uma bobeada no rótulo, comi alimento com leite e mais uma vez, cólicas, sangue e muco nas fezes.
Repetimos os exames, e estavam piores que os primeiros, para meu desespero. A Dra. Sheila me tranquilizou, dizendo ser esperado, e que eu mantivesse a dieta e me orientou para a introdução dos sólidos com 6 meses.
A introdução dos sólidos foi super problemática: primeiro porque minha filha detestava comida! Segundo, porque ainda estava sensibilizada e tudo era uma caixinha de surpresas. E depois, sempre tinha algo para atrapalhar: uma vacina, algo que eu podia ter comido, alterações na rotina.
Nessa época, foi prescrito o ferro e Isabela não tolerou, mesmo eu dando 1 gota por dia e aumentando a dose aos poucos. Voltou o refluxo e precisou de mais 2 meses de medicação.
Teve pneumonia aos 7 meses e meio, tomou a vacina prevenar aos 9 e teve forte reação alérgica.
O coco continuava com aspecto péssimo, os exames ruins, e a Dra Sheila pedindo para eu manter a dieta e seguir vagarosamente na introdução dos sólidos. Toda vez que algo desse errado, voltar e continuar. Era importante sempre andar para a frente, mas dar uns passinhos para trás de vez em quando.
Com 10 meses, finalmente, passou a ter um coco com aspecto normal e os exames finalmente normalizaram (com exceção do alfa 1 que piorou muito, mas a Dra Sheila também me tranquilizou, pois era um resultado isolado e segundo ela sem valor). Teve uma recaída na diarréia que durou quase 1 mês, a causa não descobri, mas desconfio de migalhas pelo chão ou mesmo uma virose.
Nesse período, tive momentos enlouquecedores, chorei muito, dividi minhas dúvidas e tristezas e também alegrias com minhas amigas virtuais, já que os reais me acham louca e alguns heroína.
A dieta teria sido muito mais difícil não fosse a facilidade de hoje encontrar alguns produtos isentos de leite e soja que facilitaram muito minha vida, como bebidas à base de arroz, chocolates e achocolatados sem leite e soja, entre outras coisas.
Com 1 ano comi acidentalmente um pedaço de queijo e voltamos a ter sangue oculto positivo, o que adiou qualquer tentativa de reintrodução para 2 anos, pelo menos.
Por outro lado, tivemos sucesso na reintrodução de carne e ovo na alimentação, além dos cítricos e a dieta ficou restrita a leite e derivados e soja.
Ela hoje está com 21 meses, se recuperando da anemia em razão do sangramento intestinal, se alimentando bem, esperta, brincalhona e participativa. Continua mamando e não tem data para parar!
E hoje, olhando para trás, vejo que as coisas já foram piores, indefinidas. Mais do que nunca, vejo que é preciso muita paciência, cautela, cuidado e observação. Ainda temos um longo caminho pela frente, mas com certeza, as coisas vão ficar melhores a cada dia!
História enviada por Fernanda, mãe de Clara e Isabela
para ler o relato da Clara, passem lá.
:::
Conheci o blog da Fernanda, buscando na net textos do livro "Mi niño no me come" do Carlos Gonzalez. Foi admiração a primeira leitura, achei importante ter um relato dela aqui na nossa campanha e escrevi um e-mail pedindo que ela me enviasse sua história.
Vale a pena conferir AQUI a bonita campanha que ela está fazendo, reunindo lindas e emocionantes histórias de mães que amamentam bebês com alergia.
Obrigada Fernanda e Parabéns a todas as mamães que amamentam seus filhos com alergia alimentar.
Fê e Luiza
Para mim amamentação era um processo natural, que acontecia, a criança nasce e mama. Ponto. E assim vai até quando a mãe acha melhor passar para outro leite. Achava que o normal era até um ano...ou menos!
Quando engravidei comecei a pesquisar também sobre amamentação e a escutar alguns relatos de mães angustiadas, com fissura, pouco leite, dores e etc. Então passei para o estagio de como preparar o seio para a amamentação...era sol, buchinha, até passar limão eu vi..o que eu fiz??? NADA...por preguiça...por falta de onde tomar sol sem blusa..por tudo e por nada...resolvi deixar a coisa acontecer. Só sabia que queria amamentar! Que minha filha mamaria exclusivo até o sexto mês! E que depois eu pensaria em um prazo para ela largar o peito.
Foi durante as pesquisas que eu também percebi que a grande maioria não consegue nem os seis meses exclusivos, muitas tem que complementar e que a maioria é sim levada a acreditar que tem pouco leite, ou leite fraco, assim como muitas são enganadas na hora do parto e lavadas a cesarianas desnecessarias.
Então o que fazer para não ser enganada no quesito amamentação???
Achar um pediatra que REALMENTE acredite e apoie a amamentação, que não venha com história de suquinhos ou frutinhas com 4 meses! Que se a mãe tiver problemas, vai apoia-la, ensina-la exercicíos, massagens, posições que ajudem aumentem a produção e não de cara receitar o leite artificial. E foi isso que eu fiz..a unica coisa, ter um pediatra que entende que a amamentação é muito mais do que apenas alimentar....
Assim que a Luiza nasceu veio para o peito...não mamou de cara...mamou uma hora depois...e ai mamou MUITO, acho que ficou umas duas horas grudada no peito e foi simplesmente PERFEITO.
É claro que nos 15 primeiros dias eu sentia uma dorzinha na hora da pega, mas que logo passava e depois desses 15 dias nunca mais doeu.
A Luiza mamou em livre demanda até 1 ano, foram 6 meses de amamentação exclusiva e nos 6 meses seguintes fui tentando introduzir os alimentos, mas ela não queria nem saber, só queria saber de mamar..mamar...mamar!!! Então foram quase 1 ano de amamentação exclusiva e em livre demanda. Foram muitas tentativas de introdução alimentar, se tivesse me dito que a mãe ficando de ponta cabeça a criança comeria....eu teria ficado...dei comida amassada, triturada, com tempero sem tempero, deixei ela brincar ..se sujar ...e nada de comer.
A parte mais dificil da amamentação para mim foi essa, foi ter que limitar as mamadas, para ela poder comer, pois ELA (e aqui eu quero abrir um parenteses e dizer que muitas crianças mamam em livre demanda e comem super bem) não comia e eu estava ficando muito cansada, pois para ela se satisfazer estava mamando quase que de hora em hora (era uma meninona de 10 kilos).
Então 1 semana após seu aniversário começamos a colocar horarios nas mamadas e um dia antes eu conversei muito com ela a noite, explicando o que eu ia fazer que era para o nosso bem, que eu iria continuar dando mama, mas que ela ia abrir o seu mundo para novos sabores. E para minha surpresa ela começou a comer no dia seguinte, não sei se foi a conversa...mas durante toda aquela manhã ela não pediu para mamar e na hora do almoço comeu um pouquinho...e assim tem acontecido desde então. Não é facil ainda...mas ela come e cada vez que ela come tudo, ou come uma fruta inteira é uma vitória e o mais legal é que ela come coisas bacanas saudáveis, nada de conservantes, corantes, produtos industrializados ou porcariadas, ela come comida DE VERDADE!!!
Quando me questionam se eu não acho que a livre demanda atrapalhou a introdução alimentar, eu até acho que no caso da Luiza possa ter atrapalhado, mas acho também que ela não estava pronta para comer, com 6 meses ela não queria comer...talvez com 8....9 meses...
O que eu sempre digo para as mães que tem esse mesmo problema (crianças que não comem) ...é para sentir a hora certa de fazer a introdução alimentar...6 meses..não é uma data magica que de um dia para outro a criança vai estar pronta para comer..talvez esteja um pouco antes...talvez esteja um pouco depois, eu sentia que a Lu não estava pronta, mas tinha tanta gente fazendo pressão para ela comer alguma coisa..que acabei cedendo. Hoje seguiria meu coração e esperaria mais um pouco.
Para mim a hora da amamentação, é a hora que voltamos para um mundinho só nosso, exclusivo, voltamos para o útero, é um momento de amor, de doação! E hoje, muitas vezes durante a amamentação, ela para de mamar e vem me dar um beijo, assim...do nada...um beijo de agradecimento por aquele momento nosso!
Muitas pessoas me questionam até quando vou amamentar minha filha, a verdade é que eu não sei! Sei que pelo menos até os dois anos eu gostaria que ela mamasse...afinal é o que a OMS recomenda, mas também sei que não vou ter coragem de tirar dela. Espero que ainda demore...ainda quero amamenta-la muito, quero engravidar..ter outro filho e amamentar os dois!
Estou deixando acontecer....na esperança ....que quando estiver pronta....ela me desmame!!!

História enviada pela Fê, a mamãe da Luiza
Quando engravidei comecei a pesquisar também sobre amamentação e a escutar alguns relatos de mães angustiadas, com fissura, pouco leite, dores e etc. Então passei para o estagio de como preparar o seio para a amamentação...era sol, buchinha, até passar limão eu vi..o que eu fiz??? NADA...por preguiça...por falta de onde tomar sol sem blusa..por tudo e por nada...resolvi deixar a coisa acontecer. Só sabia que queria amamentar! Que minha filha mamaria exclusivo até o sexto mês! E que depois eu pensaria em um prazo para ela largar o peito.
Foi durante as pesquisas que eu também percebi que a grande maioria não consegue nem os seis meses exclusivos, muitas tem que complementar e que a maioria é sim levada a acreditar que tem pouco leite, ou leite fraco, assim como muitas são enganadas na hora do parto e lavadas a cesarianas desnecessarias.
Então o que fazer para não ser enganada no quesito amamentação???
Achar um pediatra que REALMENTE acredite e apoie a amamentação, que não venha com história de suquinhos ou frutinhas com 4 meses! Que se a mãe tiver problemas, vai apoia-la, ensina-la exercicíos, massagens, posições que ajudem aumentem a produção e não de cara receitar o leite artificial. E foi isso que eu fiz..a unica coisa, ter um pediatra que entende que a amamentação é muito mais do que apenas alimentar....
Assim que a Luiza nasceu veio para o peito...não mamou de cara...mamou uma hora depois...e ai mamou MUITO, acho que ficou umas duas horas grudada no peito e foi simplesmente PERFEITO.
É claro que nos 15 primeiros dias eu sentia uma dorzinha na hora da pega, mas que logo passava e depois desses 15 dias nunca mais doeu.
A Luiza mamou em livre demanda até 1 ano, foram 6 meses de amamentação exclusiva e nos 6 meses seguintes fui tentando introduzir os alimentos, mas ela não queria nem saber, só queria saber de mamar..mamar...mamar!!! Então foram quase 1 ano de amamentação exclusiva e em livre demanda. Foram muitas tentativas de introdução alimentar, se tivesse me dito que a mãe ficando de ponta cabeça a criança comeria....eu teria ficado...dei comida amassada, triturada, com tempero sem tempero, deixei ela brincar ..se sujar ...e nada de comer.
A parte mais dificil da amamentação para mim foi essa, foi ter que limitar as mamadas, para ela poder comer, pois ELA (e aqui eu quero abrir um parenteses e dizer que muitas crianças mamam em livre demanda e comem super bem) não comia e eu estava ficando muito cansada, pois para ela se satisfazer estava mamando quase que de hora em hora (era uma meninona de 10 kilos).
Então 1 semana após seu aniversário começamos a colocar horarios nas mamadas e um dia antes eu conversei muito com ela a noite, explicando o que eu ia fazer que era para o nosso bem, que eu iria continuar dando mama, mas que ela ia abrir o seu mundo para novos sabores. E para minha surpresa ela começou a comer no dia seguinte, não sei se foi a conversa...mas durante toda aquela manhã ela não pediu para mamar e na hora do almoço comeu um pouquinho...e assim tem acontecido desde então. Não é facil ainda...mas ela come e cada vez que ela come tudo, ou come uma fruta inteira é uma vitória e o mais legal é que ela come coisas bacanas saudáveis, nada de conservantes, corantes, produtos industrializados ou porcariadas, ela come comida DE VERDADE!!!
Quando me questionam se eu não acho que a livre demanda atrapalhou a introdução alimentar, eu até acho que no caso da Luiza possa ter atrapalhado, mas acho também que ela não estava pronta para comer, com 6 meses ela não queria comer...talvez com 8....9 meses...
O que eu sempre digo para as mães que tem esse mesmo problema (crianças que não comem) ...é para sentir a hora certa de fazer a introdução alimentar...6 meses..não é uma data magica que de um dia para outro a criança vai estar pronta para comer..talvez esteja um pouco antes...talvez esteja um pouco depois, eu sentia que a Lu não estava pronta, mas tinha tanta gente fazendo pressão para ela comer alguma coisa..que acabei cedendo. Hoje seguiria meu coração e esperaria mais um pouco.
Para mim a hora da amamentação, é a hora que voltamos para um mundinho só nosso, exclusivo, voltamos para o útero, é um momento de amor, de doação! E hoje, muitas vezes durante a amamentação, ela para de mamar e vem me dar um beijo, assim...do nada...um beijo de agradecimento por aquele momento nosso!
Muitas pessoas me questionam até quando vou amamentar minha filha, a verdade é que eu não sei! Sei que pelo menos até os dois anos eu gostaria que ela mamasse...afinal é o que a OMS recomenda, mas também sei que não vou ter coragem de tirar dela. Espero que ainda demore...ainda quero amamenta-la muito, quero engravidar..ter outro filho e amamentar os dois!
Estou deixando acontecer....na esperança ....que quando estiver pronta....ela me desmame!!!

História enviada pela Fê, a mamãe da Luiza
Fernanda e Pitoco
Quando Pitoco foi entregue a mim para ser amamentado pela primeira vez, a enfermeira me ajudou a encaixar o mamilo na posição correta na boquinha dele, para não me machucar. Ele sugou, sugou, mas não saía quase nada, já que o colostro (este leite inicial) é difícil mesmo de sair. Daí resolvi dar a outra mama, só que sem a ajuda da enfermeira. Deixei que ele pegasse o mamilo sozinho e... machucou! Machucou mesmo! Saiu sangue, ardeu e senti dor, sim. Mas aguentei firme. Ficava pensando: é só no comecinho, depois a dor vai passar. E passava!
Com o tempo, fui aprendendo que a pegada certa é aquela que o mamilo fica bem no meio da boquinha, ele não pega muito nem em cima, nem em baixo. Vai no ponto! Difícil de entender, não? É simples: preste atenção em você e em seu bebê. Veja o que é melhor para os dois e, se no começo parecer difícil, diga para si mesma: é só no comecinho, logo, logo, vai passar e será maravilhoso!
Muitos me falaram isso e aquilo sobre amamentação. Filtrei tudo, prestei atenção em meu bebê e hoje, aos 9 meses, Pitoco mama pelo menos 5 vezes ao dia. E eu adoro! Ele, então... mama até em pé! Eu sento e se colocar o mamá para fora, ele vem e... ZAZ... pega o mamá em pé mesmo. Mas a posição que ele mais gosta é deitado na caminha, eu juntinho, deitada também. Uma posição que os pediatras normalmente não recomendam, mas que caiu como uma luva para nós dois. Por isso, sempre digo que informação é essencial, mas prestar atenção no seu filho e entender suas necessidades particulares, é vital.
Boa mamada para todas!
História enviada pela Fernanda, mãe do Pitoco, do blog Mãe de garoto
Com o tempo, fui aprendendo que a pegada certa é aquela que o mamilo fica bem no meio da boquinha, ele não pega muito nem em cima, nem em baixo. Vai no ponto! Difícil de entender, não? É simples: preste atenção em você e em seu bebê. Veja o que é melhor para os dois e, se no começo parecer difícil, diga para si mesma: é só no comecinho, logo, logo, vai passar e será maravilhoso!
Muitos me falaram isso e aquilo sobre amamentação. Filtrei tudo, prestei atenção em meu bebê e hoje, aos 9 meses, Pitoco mama pelo menos 5 vezes ao dia. E eu adoro! Ele, então... mama até em pé! Eu sento e se colocar o mamá para fora, ele vem e... ZAZ... pega o mamá em pé mesmo. Mas a posição que ele mais gosta é deitado na caminha, eu juntinho, deitada também. Uma posição que os pediatras normalmente não recomendam, mas que caiu como uma luva para nós dois. Por isso, sempre digo que informação é essencial, mas prestar atenção no seu filho e entender suas necessidades particulares, é vital.
Boa mamada para todas!
História enviada pela Fernanda, mãe do Pitoco, do blog Mãe de garoto
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Letícia e Laura
Amamentar a Laura foi como eu esperava? Não! Definitivamente não! Foi muito mais intenso do que isso, embora muito mais curto do que eu gostaria. Acho que a minha história pode ajudar muitas mães que estão voltando ao trabalho e não sabem como continuar amamentando.
A Laura nasceu aos 7 meses e meio de gravidez, mas como tinha uma irmã gêmea era realmente muito pequena, tinha apenas 2,025 kg. Eu cheguei a entrar em trabalho de parto e, por isso, menos de 24 horas depois estava com o peito lotado de leite, mas ela ainda estava na UTI Neo-Natal e amamentar era difícil porque nos primeiros dias ela não tinha muita força, seu peso tinha baixado para 1,7 kg no pós-parto. Foram sete longos dias até ela sair da UTI, mas foram apenas sete dias para ela superar a marca dos 2kg e podermos leva-la para casa. Essa rápida engorda, foi com leite materno.
No entanto, quando ela tinha apenas dois meses e meio e ainda era muito pequena por conta da prematuridade, tive que voltar ao trabalho e deixá-la no berçário. Não queria parar de amamenta-la de forma alguma. O primeiro passo foi conversar com o chefe e explicar a ele que enquanto ela ainda dependesse de mim para se alimentar, eu entraria mais tarde, sairia mais cedo para o almoço e sairia mais cedo no final do dia para intercalar o expediente entre os horários de mamar da Laura. Proposta aceita, comprei uma bombinha elétrica que já esteve emprestada a algumas amigas também e passei a fazer um estoque de leite no congelador.
Foi aí que a Nereide Tolentino, dona da Casa da Vovó, me deu uma super dica: não vamos usar mamadeira para dar o seu leite materno no horário das três da tarde. Hein? Como não? “Vamos usar aqueles copos de aprendizado com bico valvulado que exige que a criança faça força para mamar e evitará que ela deixe de mamar no peito”. Ela me explicou que a mamadeira goteja na boca do bebê e, com isso, ela fica preguiçosa e não vai querer fazer força para mamar no peito.
Adoramos a idéia, compramos os copos e consegui amamentar a Laura até os sete meses, quando realmente com o ritmo de trabalho acelerado e as noites mal dormidas, meu leite diminui até secar e tivemos que aderir ao leite em pó. Foi aí que ela pegou seu primeiro resfriado.
Minhas dicas finais para quem quer amamentar e tem que voltar a trabalhar são:
1) Negocie com o chefe os horários de amamentação e trabalho
2) Procure um berçário pertinho do trabalho para que possa correr até lá nesses intervalos
3) Compre, alugue ou peça emprestado uma bombinha elétrica (a manual não extrai em volume suficiente)
4) Após cada mamada, tire todo o leite de ambos os seios com a bombinha para garantir o suprimento nos momentos em que não conseguir estar presente fisicamente
Por Letícia Volponi
Pelos Cotovelos e Cotovelinhos
A Laura nasceu aos 7 meses e meio de gravidez, mas como tinha uma irmã gêmea era realmente muito pequena, tinha apenas 2,025 kg. Eu cheguei a entrar em trabalho de parto e, por isso, menos de 24 horas depois estava com o peito lotado de leite, mas ela ainda estava na UTI Neo-Natal e amamentar era difícil porque nos primeiros dias ela não tinha muita força, seu peso tinha baixado para 1,7 kg no pós-parto. Foram sete longos dias até ela sair da UTI, mas foram apenas sete dias para ela superar a marca dos 2kg e podermos leva-la para casa. Essa rápida engorda, foi com leite materno.
No entanto, quando ela tinha apenas dois meses e meio e ainda era muito pequena por conta da prematuridade, tive que voltar ao trabalho e deixá-la no berçário. Não queria parar de amamenta-la de forma alguma. O primeiro passo foi conversar com o chefe e explicar a ele que enquanto ela ainda dependesse de mim para se alimentar, eu entraria mais tarde, sairia mais cedo para o almoço e sairia mais cedo no final do dia para intercalar o expediente entre os horários de mamar da Laura. Proposta aceita, comprei uma bombinha elétrica que já esteve emprestada a algumas amigas também e passei a fazer um estoque de leite no congelador.
Foi aí que a Nereide Tolentino, dona da Casa da Vovó, me deu uma super dica: não vamos usar mamadeira para dar o seu leite materno no horário das três da tarde. Hein? Como não? “Vamos usar aqueles copos de aprendizado com bico valvulado que exige que a criança faça força para mamar e evitará que ela deixe de mamar no peito”. Ela me explicou que a mamadeira goteja na boca do bebê e, com isso, ela fica preguiçosa e não vai querer fazer força para mamar no peito.
Adoramos a idéia, compramos os copos e consegui amamentar a Laura até os sete meses, quando realmente com o ritmo de trabalho acelerado e as noites mal dormidas, meu leite diminui até secar e tivemos que aderir ao leite em pó. Foi aí que ela pegou seu primeiro resfriado.
Minhas dicas finais para quem quer amamentar e tem que voltar a trabalhar são:
1) Negocie com o chefe os horários de amamentação e trabalho
2) Procure um berçário pertinho do trabalho para que possa correr até lá nesses intervalos
3) Compre, alugue ou peça emprestado uma bombinha elétrica (a manual não extrai em volume suficiente)
4) Após cada mamada, tire todo o leite de ambos os seios com a bombinha para garantir o suprimento nos momentos em que não conseguir estar presente fisicamente
Por Letícia Volponi
Pelos Cotovelos e Cotovelinhos
Ligia, Bernardo e Laura
Sempre quis amamentar. Eu havia feito mamoplastia de redução aos 25 anos e o cirurgião me garantiu que eu poderia amamentar. Todos os médicos foram unânimes em dizer que não havia problemas. Meu obstetra nunca olhou minhas mamas nem tocou no assunto amamentação. Quando meu casal de gêmeos veio ao mundo com apenas 33 semanas de gestação foram levados às pressas para UTI. Quando me recuperei parcialmente da anestesia fui vê-los e estavam com sonda se alimentando com pré-nan. Eu não podia segurá-los pois estavam em incubadoras, só podia tocá-los pela portinhola.
Fui orientada a procurar o banco de leite da maternidade. Lá a enfermeira constatou que não tinha colostro e me mandou para o quarto ficar massageando as mamas. No outro dia, a mesma coisa. Até que implorei que me deixassem usar a bombinha. A bombinha tirara um dedinho de colostro que as enfermeiras prontamente jogavam no lixo.
Eu tive alta e meus bebês ficaram. Decidida eu estava no banco de leite todos os dias durante o período de internação deles. Após uma semana tirava 30ml de leite por dia na bombinha e meus bebês mamavam 40ml cada a cada três horas. Desesperada tomava litros de água e passava o dia no banco de leite sendo sugada pelas bombinhas até me machucar.
As enfermeiras me desestimulavam, pediam que eu fosse menos vezes ao banco de leite, ou davam receitas infalíveis para aumentar o leite: tomei de tudo: ocitocina, plasil, chá da mamãe, suco de milho, canjica, litros e mais litros de água.
Enquanto isso, as mães ao meu lado tiravam garrafinhas e garrafinhas de leite e se orgulhavam e auto-elogiavam. Eu encabulada só sabia chorar no banheiro. Nessa época as crianças já mamavam 60 ml e as enfermeiras “esqueciam” de levar meu leite até a UTI neonatal porque não valia a pena. Virei assunto entre as mamães da UTI que me olhavam com aquela cara de piedade.
Os bebês saíram da incubadora e passaram a ser treinados pela fonoaudióloga com a mamadeira. Ainda não tinha força para sugar e não podiam ir ao peito. O que não descia pela mamadeira, ia pela sonda. Dias depois começamos o treinamento no peito. Só um pouquinho as enfermeiras diziam para não cansar os bebês. Os pequenos realmente se cansavam e só dormiam no peito. Mas ali rodeada de enfermeiras parecia tudo perfeito, um sonho. Elas seguravam a cabecinha deles, abriam a boquinha. Era muito bom e eu estava felicíssima
Até que mandaram os bebês para casa com uma receita de nan e desejos de boa sorte. Fui aí que eu e meus gêmeos descobrimos o pesadelo da amamentação. Eles não mamavam, choravam de fome. O leite era insuficiente, eles tinham pega fraca. (des)Orientada pelos pediatras voltei a fazer tudo de novo: plasil, chá de alfafa, massagem, bico de silicone, concha rígida. Ouvi absurdos e absurdos de médicos, da sogra, da cunhada. Eu ligava para os grupos de apoio, ligava para a maternidade e só ouvia o mesmo, mexe no pezinho deles, molha a cabecinha, toma bastante água, ou seja, apoio verdadeiro nenhum.
Até que decidi que eu queria ser feliz com meus filhos e passei a dar só LA. Hoje eles estão fortes, saudáveis, comem papinha, ganharam peso e são lindos e loucos por mim! e pelo pai, que deu muita mamadeira de Nan durante a madrugada.
História enviada por Ligia
Fui orientada a procurar o banco de leite da maternidade. Lá a enfermeira constatou que não tinha colostro e me mandou para o quarto ficar massageando as mamas. No outro dia, a mesma coisa. Até que implorei que me deixassem usar a bombinha. A bombinha tirara um dedinho de colostro que as enfermeiras prontamente jogavam no lixo.
Eu tive alta e meus bebês ficaram. Decidida eu estava no banco de leite todos os dias durante o período de internação deles. Após uma semana tirava 30ml de leite por dia na bombinha e meus bebês mamavam 40ml cada a cada três horas. Desesperada tomava litros de água e passava o dia no banco de leite sendo sugada pelas bombinhas até me machucar.
As enfermeiras me desestimulavam, pediam que eu fosse menos vezes ao banco de leite, ou davam receitas infalíveis para aumentar o leite: tomei de tudo: ocitocina, plasil, chá da mamãe, suco de milho, canjica, litros e mais litros de água.
Enquanto isso, as mães ao meu lado tiravam garrafinhas e garrafinhas de leite e se orgulhavam e auto-elogiavam. Eu encabulada só sabia chorar no banheiro. Nessa época as crianças já mamavam 60 ml e as enfermeiras “esqueciam” de levar meu leite até a UTI neonatal porque não valia a pena. Virei assunto entre as mamães da UTI que me olhavam com aquela cara de piedade.
Os bebês saíram da incubadora e passaram a ser treinados pela fonoaudióloga com a mamadeira. Ainda não tinha força para sugar e não podiam ir ao peito. O que não descia pela mamadeira, ia pela sonda. Dias depois começamos o treinamento no peito. Só um pouquinho as enfermeiras diziam para não cansar os bebês. Os pequenos realmente se cansavam e só dormiam no peito. Mas ali rodeada de enfermeiras parecia tudo perfeito, um sonho. Elas seguravam a cabecinha deles, abriam a boquinha. Era muito bom e eu estava felicíssima
Até que mandaram os bebês para casa com uma receita de nan e desejos de boa sorte. Fui aí que eu e meus gêmeos descobrimos o pesadelo da amamentação. Eles não mamavam, choravam de fome. O leite era insuficiente, eles tinham pega fraca. (des)Orientada pelos pediatras voltei a fazer tudo de novo: plasil, chá de alfafa, massagem, bico de silicone, concha rígida. Ouvi absurdos e absurdos de médicos, da sogra, da cunhada. Eu ligava para os grupos de apoio, ligava para a maternidade e só ouvia o mesmo, mexe no pezinho deles, molha a cabecinha, toma bastante água, ou seja, apoio verdadeiro nenhum.
Até que decidi que eu queria ser feliz com meus filhos e passei a dar só LA. Hoje eles estão fortes, saudáveis, comem papinha, ganharam peso e são lindos e loucos por mim! e pelo pai, que deu muita mamadeira de Nan durante a madrugada.
História enviada por Ligia
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Mari e Alice
:: Amamentação mista e relactação
No primeiro mês a Alice quase não ganhou peso. Magrelinha, parecia um filhote de passarinho. Eu não sei até hoje qual foi o problema, preguiça de fazer força da parte dela ou falta de leite da minha parte (será possível? Meu leite esguichava a cada 2 horas no começo...). O fato é que ela passava hoooooras pendurada no peito e engordava quase nada. Provavelmente uma coisa levou a outra: por não sugar com força, ela não estimulou a produção de leite, aí mamou pouco, aí ficou fracote, aí sugou com menos força ainda, aí o leite diminuiu mais, e assim a coisa foi, num desastroso e lacrimoso efeito bola de neve para mãe e filha. Eu tentei absolutamente tudo pra aumentar o leite: litros de água, chá da mamãe, suco de uva, tintura de algodoeiro, Plasil, Motilium, meditação e reza braba. Neca – eu usava a bombinha e tirava no máximo 10ml. Lágrimas, lágrimas (escondidas - porque eu tenho que manter a minha fama de má!).
Então a médica disse o que eu mais temia: vamos complementar com Nan. Oh God! Nan é o pesadelo das xiitas da amamentação, e eu era uma delas, imaginem o golpe. Derramei mais algumas lágrimas mas me convenci de que era o melhor para a Alice. OK, preparem as mamadeiras que nós vamos botar essa menina na engorda, custe o que custar.
Na primeira mamadeira, ela arregalou os olhos e mamou como se não houvesse amanhã (ui! facada no peito dessa mãe e seu leitinho mirrado). E aí vem a coisa chata: ela resolveu que a mamadeira era muito mais legal que os peitos (claro, o leite vinha com o mínimo esforço) e virou a cara pra eles. Eu já me preparava pra enxugar um dilúvio de lágrimas quando veia da Tatá a dica salvadora: relactação.
É basicamente o seguinte: você usa a mamadeira como copo, coloca dentro do leite um caninho (sonda número 4, comprada em farmácia) e a outra ponta do caninho coloca do lado do bico do peito, dentro da boca do bebê. Ela mama no peito e o leite da mamadeira vem junto. Assim, ó (na falta de foto resolvi dividir com vocês os meus dotes no paintbrush):

quando for pra valer, cuide para que o outro braço esteja apoiando o bebê, ok? achei muito difícil desenhar essa parte...
Assim o bebê não larga o peito, e a sucção ainda ajuda a estimular a produção de leite. Funciona super bem para mães que adotaram e querem amamentar – muitas chegam a ter leite usando essa técnica. Ok, no nosso caso nunca foi uma fartura, mas paciência. Esse pouquinho de leite materno que minha filha mamou deve ter servido pra alguma coisa, porque ela tá crescendo gorducha e saudável. Fora o vínculo, o contato físico e aquela coisa toda que é tão ou mais importante do que o leite em si. Pra mim, a tal sondinha foi fundamental. Aprendam e divulguem, porque muita gente pode precisar dessa dica!
Clique aqui para saber mais (e ver fotos decentes).
::
História roubada da Mari, do Pequeno guia prático para mães sem prática
No primeiro mês a Alice quase não ganhou peso. Magrelinha, parecia um filhote de passarinho. Eu não sei até hoje qual foi o problema, preguiça de fazer força da parte dela ou falta de leite da minha parte (será possível? Meu leite esguichava a cada 2 horas no começo...). O fato é que ela passava hoooooras pendurada no peito e engordava quase nada. Provavelmente uma coisa levou a outra: por não sugar com força, ela não estimulou a produção de leite, aí mamou pouco, aí ficou fracote, aí sugou com menos força ainda, aí o leite diminuiu mais, e assim a coisa foi, num desastroso e lacrimoso efeito bola de neve para mãe e filha. Eu tentei absolutamente tudo pra aumentar o leite: litros de água, chá da mamãe, suco de uva, tintura de algodoeiro, Plasil, Motilium, meditação e reza braba. Neca – eu usava a bombinha e tirava no máximo 10ml. Lágrimas, lágrimas (escondidas - porque eu tenho que manter a minha fama de má!).
Então a médica disse o que eu mais temia: vamos complementar com Nan. Oh God! Nan é o pesadelo das xiitas da amamentação, e eu era uma delas, imaginem o golpe. Derramei mais algumas lágrimas mas me convenci de que era o melhor para a Alice. OK, preparem as mamadeiras que nós vamos botar essa menina na engorda, custe o que custar.
Na primeira mamadeira, ela arregalou os olhos e mamou como se não houvesse amanhã (ui! facada no peito dessa mãe e seu leitinho mirrado). E aí vem a coisa chata: ela resolveu que a mamadeira era muito mais legal que os peitos (claro, o leite vinha com o mínimo esforço) e virou a cara pra eles. Eu já me preparava pra enxugar um dilúvio de lágrimas quando veia da Tatá a dica salvadora: relactação.
É basicamente o seguinte: você usa a mamadeira como copo, coloca dentro do leite um caninho (sonda número 4, comprada em farmácia) e a outra ponta do caninho coloca do lado do bico do peito, dentro da boca do bebê. Ela mama no peito e o leite da mamadeira vem junto. Assim, ó (na falta de foto resolvi dividir com vocês os meus dotes no paintbrush):

quando for pra valer, cuide para que o outro braço esteja apoiando o bebê, ok? achei muito difícil desenhar essa parte...
Assim o bebê não larga o peito, e a sucção ainda ajuda a estimular a produção de leite. Funciona super bem para mães que adotaram e querem amamentar – muitas chegam a ter leite usando essa técnica. Ok, no nosso caso nunca foi uma fartura, mas paciência. Esse pouquinho de leite materno que minha filha mamou deve ter servido pra alguma coisa, porque ela tá crescendo gorducha e saudável. Fora o vínculo, o contato físico e aquela coisa toda que é tão ou mais importante do que o leite em si. Pra mim, a tal sondinha foi fundamental. Aprendam e divulguem, porque muita gente pode precisar dessa dica!
Clique aqui para saber mais (e ver fotos decentes).
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História roubada da Mari, do Pequeno guia prático para mães sem prática
* Pedi autorização pra Mari pra postar aqui essa super dica. Porque eu, que me achava super entendida do tema, desconhecia totalmente essa técnica até que lí esse post lá no guia prático.
E achei importantíssimo divulgar. Então fica a dica pra encerrar essa semana de campanha.
E falando nela, ela diz que manda beijos e que está quase voltando.
Obrigada e beijos!
Mari e Ana
A Mari, que ainda não tem história própria de aleitamento para contar, porque a Ana ainda mora na barriga, fez um post muito legal sobre informação e decisão consciente.
Amamentar ou não amamentar, e como?
Aqui
*
Amamentar ou não amamentar, e como?
Aqui
*
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Maria Tereza e Marina
Tenho acompanhado estes depoimentos e me sinto excluída deste mundo. Assim como a Paloma, NÃO CONSEGUI AMAMENTAR. Também sofri e me fizeram sofrer. Meu caso não foi tão difícil quanto ao dela. Eu não tinha em mente radicalismo da amamentação. E nem achava a mamadeira coisa de mãe desnaturada. Com dez dias de vida, minha filha também não tinha engordado. Chorou de fome por dias. E eu chorava de dor nos seios feridos que sangravam. Este sangue saía nas fezes. Estava nas fraldas. Entretanto a prioridade era do bebê que deveria engordar. E amamentar com dor e sofrimento não fazia bem nenhum. “Antes uma mamadeira feliz que um peito chorando”, conselho de uma tia psicóloga. Meu obstetra disse-me que uma boa mãe não se resume no fato de amamentar ou não. E eu poderia ser uma boa mãe, mesmo sem amamentar. E com isto aliviei-me. E partir daí, meu marido pode me ajudar mais efetivamente. E afetivamente também, pois participou de uma etapa exclusiva materna. É, mamadeira também pode ser dada com muito carinho. E acredite, fez um bem enorme a nós todos.
Longe de mim, fazer apologia à mamadeira. Mas se este for o seu caso, não se culpe e nem sofra. O importante é a serenidade da mãe. A mamadeira exige seus cuidados, esterelização correta, a fórmula específica, etc e tal. As campanhas de amamentação são importantíssimas num país de gente pobre, sem instrução e condições, como o Brasil. E a não amamentação não é uma opção. E se for, não pode ser tratada de maneira preconceituosa. E sim respeitosa.
Hoje minha filha é uma criança saudável com ótima imunidade. E muito muito feliz. E se eu for começar tudo de novo, ainda quero amamentar. E se não der, não deu. Serei feliz do mesmo jeito.
História enviada por Maria Tereza
Longe de mim, fazer apologia à mamadeira. Mas se este for o seu caso, não se culpe e nem sofra. O importante é a serenidade da mãe. A mamadeira exige seus cuidados, esterelização correta, a fórmula específica, etc e tal. As campanhas de amamentação são importantíssimas num país de gente pobre, sem instrução e condições, como o Brasil. E a não amamentação não é uma opção. E se for, não pode ser tratada de maneira preconceituosa. E sim respeitosa.
Hoje minha filha é uma criança saudável com ótima imunidade. E muito muito feliz. E se eu for começar tudo de novo, ainda quero amamentar. E se não der, não deu. Serei feliz do mesmo jeito.
História enviada por Maria Tereza
Marilyn, Kauê e Sofia
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Tenho dois filhos, um de 13 anos o Kauê e agora uma bebezinha de 6 meses a Sofia.
O Kauê nasceu quando eu tinha apenas 17 anos através de uma cesariana. Eu recebi um incentivo muito grande para a amamentá-lo já no hospital, e me lembro muito bem da sua primeira mamada.
Ele chorava muito no hospital, eu novinha, com uma dor absurda no corte da cirurgia e ainda tendo que amamentar.
Chegamos em casa eu tive mastite, febre alta, os bricos racharam, foi horrível, não queria mais amamentá-lo, eu dizia que era algo muito pesado pra mim.
Na época, uma tia de São Paulo veio ficar uns dias com a gente e hoje eu dou graças à Deus por ela, porque foi ela que nos ajudou a prosseguir na amamentação.
Ela curou a minha mastite, comprou uma pomada para as rachaduras e em alguns dias estávamos bem... Não foi nada fácil, mas conseguimos seguir com o aleitamente até ele completar 1 aninho,
mesmo com complemento.
Pra mim foi um grande sucesso, pois sozinha, solteira e nova foi um avanço.
Quando engravidei da Sofia a única certeza que eu tinha era que iria amamentá-la pelos menos uns dois anos.
Eu fiz sim um relato de parto da Sofia, por ter vivido o maravilhoso desafio da VIDA, o de parir naturalmente, mas nada se compara com os 203 dias, 10 de julho, dia esse que a Sofia chega nos seis meses de idade, alimentada única e exclusivamente pelo leitinho da mamãe. Sim, leite do peito somente! Quanta alegria. Sofia chegou dia 10 de janeiro às 20:26h, após 8 h e meia de trabalho de parto. Meu leite desceu rapidamente, tiive fissuras, rachaduras, doeu alguns dias e passou. Ela acertou a pega num piscar de olhos desde a sua primeira mamada. Estava tão certa e tão convicta de que amamentaria e muito que tudo deu certo. Assim ela foi espaçando os horários das mamadas de 2 em 2 horas para 3 e agora 4 horas. Ela mamava muito a noite, chupeitava muito durante o dia, dorme somente no peito e isso só nos fez bem.
Teve um único momento que achei que não iria conseguir amamentá-la e que meu leite iria sumir, nos seus dois meses de vida, quando passei por um momento terrível de tristeza, mas isso só fez mais forte pra continuar.
Resistimos bravamente aos complementos e chegamos até aqui sem a introdução de chás, sucos, água ou qualquer outro complemento. VIVA...
Uma vez eu li num blog, que as pessoas no fundo, invejam essa relação maravilhosa entre o bebê e a mãe, relação impenetrável para quem está de fora, até mesmo para os pais, e é verdade.
Amamentar é sim um ato de amor!
História enviada por Marilyn
May e Melissa
Quando eu soube que estava grávida, tudo na minha vida mudou. Parece clichê, mas eu fumava 2 maços de cigarro por dia e no dia em que fiz o teste tinha comprado 2 pacotes com 10 cigarros. Mas no momento que eu soube que tava grávida, eu parei de fumar. Eu morava no Japão e lá nós temos o hábito de tomar chá, então um dia eu comecei a ler os rótulos dos chás que eu comprava (brasileiros) e descobri que "capim-cidereira" estimulava a produção de leite. Eu fazia 2 litros de chá por dia, porque eu morria de medo de não ter leite pra amamentar meu filho. Eu sempre soube de histórias de mães que não conseguiam amamentar, ou que o leite secava e não eram capazes de amamentar nem o tempo mínimo que são os 6 meses. Meu sutiã aumentou 4 números!!!! E fui tomando assim, 2 litros por dia, sagrados, até chegar ao Brasil, no 4º mês de gestação. O pai da minha filha me abandonou 2 dias depois que eu fiz o teste e sumiu.
Tive que vir embora às pressas, pois já havia tido 2 começos de abortos espontâneos e o médico me proibiu de trabalhar. Eu ficava em estado febrio e vomitava todos os dias, mas nenhum médico de lá comentou nada sobre isso. Então quando eu cheguei, fui ao meu médico e descobrimos que eu tinha um vírus chamado CMV: Citomegalovírus. Fui encaminhada à um infectologista, que calmamente me explicou que esse vírus poderia ultrapassar a placenta e infectar o bebê, o que fatalmente ocasionaria um aborto espontâneo até no máximo o 5º mês. Saí de lá arrasada, chorando, pensando mil coisas, me lamentando. Tive outro começo de aborto espontâneo, mas meu médico me tranquilizou bastante: repouso absoluto e dactil até o final da gravidez. Fiquei praticamente a gravidez toda de repouso, vomitando e em estado febril. Eu não conseguia comer, não podia andar... a única coisa que me mantinha viva era esse coração batendo aqui dentro de mim, e não era o meu. Emagreci 7kg antes do 7º mês. Não tinha nem barriga direito, mas de repente, PUF! Aquele barrigão imeeeenso! Eu achava lindo! Por causa do vírus eu fazia aquele ultrassom morfológico todos os meses, 2 vezes por mês, pra acompanhar o desenvolvimento do bebê, pois o infectologista disse que o vírus poderia causar algum problema físico e/ou mental. Até o 8º mês, tudo estava nos conformes. Acompanhamos todos os membros, todos os órgãos, toda estrutura óssea, centímetro por centímetro.
Era menina, e ía se chamar Maria Luísa. Eu não conseguia mais andar depois do 7º mês. Já estava com 34 semanas e nada do bebê encaixar, virar, ou qualquer coisa assim. Meu médico achou melhor pedir um ultrassom, pra ver o que tava acontecendo. Fiz o ultrassom pela manhã, entreguei no consultório à tarde e quando foi 23h da noite, meu médico me ligou dizendo que era pra eu me preparar porque ía ganhar neném no outro dia. No primeiro momento eu não quis, mas ele explicou que o cordãozinho estava sobre o ombro e por causa disso o bebê não conseguia encaixar. Além disso, o vírus exigiu muito da minha placenta, que estava com grau IV de maturidade e quase não havia mais líquido amniótico. Eu vomitei à noite inteira, não dormi, de medo. Eu estava esperando pelo parto normal, sempre tive PAVOR de cirurgia e a cesárea é uma cirurgia. No outro dia de manhã fui pro hospital, dei um baile nos médicos, já no centro cirúrgico dizendo que não iria fazer a cesárea porque esperaria o parto normal e Deus me abençoaria (pensa na louca!), mas o pediatra e um psiquiatra me convenceram a tomar a anestesia e dar continuidade ao parto (fiquei até com vergonha depois, porque a anestesia não doeu nada!).
Tudo correu bem, foram minutos, e eu ouvi ela chorando bem baixinho. Por causa do chorinho tímido, deixaram ela na encubadora durante 1h. Eu estava muito ansiosa pra recebê-la em meus braços! Quando ela chegou, eu peguei ela e fiquei olhando... e naquele momento não existia mais nada ao nosso redor. Éramos só nós duas. A esposa do meu médico, também enfermeira, me ajudou a dar o peito pela primeira vez. Eu não tinha bico, então foi muito difícil e doloroso. Eu chorava de alegria e dor ao mesmo tempo. É engraçado isso! E eu contava cada dedinho e olhava cada pedacinho dela... Então eu achei que ela não tinha cara de Maria Luísa, mas sim, "Melissa". Logo depois eu recebi a notícia de que a Melissa tinha paralisia na corda vocal esquerda e laringotraqueomallácia, um problema sério na traquéia que piora com frio e poderia impedir que ela conseguisse respirar. Era julho!
Quando chegamos em casa foi totalmente desesperador. Na nossa primeira noite Melissa chorava como se não houvesse amanhã e eu chorava por não conseguir amamentar de maneira nenhuma. Tentei de tudo pra saciar a fome: peito, mamadeira, peito, NAN, peito, enfim... nada dava certo até que às 7h da manhã a esposa do meu médico veio me visitar. Foi Deus que enviou ela! Eu aos prantos, Melissa azul de fome, e finalmente com a ajuda dela, conseguimos nos entender. Acho que esse desespero é natural às mães de 1ª viagem e conversar com ela foi renovador. A partir daí, os dias que se seguiram continuaram difíceis, mas aos poucos a gente ía aprendendo uma com a outra. Nenhuma mãe nasce sabendo dar o peito e nenhum bebê nasce sabendo sugar um peito, rs. O bico foi se formando aos poucos, a amamentação foi ficando gostosa e plena, e eu tinha tanto leite, mas tanto leite, que eu estocava leite no congelador, doava pro banco de leite e ainda ordenhava no banheiro porque não aguentava de dor de tão cheio que meu peito ficava! Era leite demais!!! (Daí lembrei do chá de 'capim-cidreira' e pensei que nunca mais ía tomar tanto chá na vida! rsrs)
Passamos um mês inteiro dentro do quarto, com aquecedor às vezes, com portas lacradas, banho quentinho, e peito. MUITO PEITO. Tudo conforme recommendação médica. E 1 mês depois que ela nasceu voltamos ao pediatra e ao otorrinolaringologista, refizemos todos os exames, e ela não tinha mais N-A-D-A. Absolutamente nada. Ela estava perfeita. O médico disse que o leite materno foi FUNDAMENTAL na cura dos dois problemas, principalmente o da traquéia, que é uma cartilagem e precisava de muito cálcio pra 'curar'. Isso me deu bastante força pra continuar amamentando até os próximos meses. No 6º mês eu já não precisava mais usar o protetor que ajudava a formar o bico. Foi aí que a amentação voltou a ser um terror! Melissa já tinha 1 ou 2 dentes, e sem o protetor o bico rachava muito, doía muito, sangrava muito e eu chorava muito. A maravilhosa sensação de amamentar se tornou um pesadelo e eu não aguentava de dor. Até que 1 ou 2 meses depois, a pele foi ficando menos sensível e o bico foi ficando cada vez melhor e mais resistente, e amamentar se tornou novamente um momento muito confortável e gratificante.
Nesse meio tempo, voltei ao infectologista, mostrei que a Mel tinha nascido perfeita e ele me disse: Ela não tendo sido contaminada, não teve nenhum problema físico, mas ela ainda pode ter problemas mentais, como retardo mental, por exemplo. Pô, esse médico é muito pessimista! Saí arrasada de novo, chorando litros, pensando que era um pecado um ser tão pequenininho passar por tudo isso! E ainda o que estaria por vir! Era muito amor, muito amor. Fiz acompanhamento com o neurologista mensalmente, até ela completar 1 ano, pra acompanhar o desenvolvimento dela, que graças a Deus, é normal.
Hoje Melissa tem 2 anos eu ainda amamento.
Não foi fácil no começo, não foi fácil durante o 6º mês, principalmente por causa do sangue. Causa uma impressão horrível! Mas todos os problemas que ela tinha, eu sentia que meu leite podia curar. Eu acreditei nisso, e acredito ainda. Nesses 2 anos, ela ficou gripada apenas 1 vez! Há 6 meses ela entrou no colégio e isso diminuiu um pouco a imunidade dela, mas nunca teve nada grave, a não ser uma sinusite há 1 ou 2 meses atrás.
Todos os sites, campanhas, e etc, falam que é maravilhoso amamentar, que é um gesto de amor, mas ninguém lembra da dor!!! rsrsrs. E muitas mães não têm acompanhamento e orientação como eu tive da esposa do meu médico, que não só era profissional, como também foi muito minha psicóloga durante esse processo. Acho que minha persistência contou muito sim, acho que a minha vontade de querer ser mãe integral também ajudou muito, mas a presença dela durante o 1º mês foi fundamental.
Agora que Melissa completou 2 anos, eu entrei no processo de desmame. Não tá sendo fácil também não, o peito agora é também um vínculo muito forte, quase uma dependência. E não é fácil acabar com os vícios! Mas hoje eu tenho minha consciência e meu coração tranquilos, porque eu fiz a minha parte. SIM!
Tudo é possível quando a gente acredita, quando a gente quer e quando a gente busca!
História enviada por May Ishii.
Tive que vir embora às pressas, pois já havia tido 2 começos de abortos espontâneos e o médico me proibiu de trabalhar. Eu ficava em estado febrio e vomitava todos os dias, mas nenhum médico de lá comentou nada sobre isso. Então quando eu cheguei, fui ao meu médico e descobrimos que eu tinha um vírus chamado CMV: Citomegalovírus. Fui encaminhada à um infectologista, que calmamente me explicou que esse vírus poderia ultrapassar a placenta e infectar o bebê, o que fatalmente ocasionaria um aborto espontâneo até no máximo o 5º mês. Saí de lá arrasada, chorando, pensando mil coisas, me lamentando. Tive outro começo de aborto espontâneo, mas meu médico me tranquilizou bastante: repouso absoluto e dactil até o final da gravidez. Fiquei praticamente a gravidez toda de repouso, vomitando e em estado febril. Eu não conseguia comer, não podia andar... a única coisa que me mantinha viva era esse coração batendo aqui dentro de mim, e não era o meu. Emagreci 7kg antes do 7º mês. Não tinha nem barriga direito, mas de repente, PUF! Aquele barrigão imeeeenso! Eu achava lindo! Por causa do vírus eu fazia aquele ultrassom morfológico todos os meses, 2 vezes por mês, pra acompanhar o desenvolvimento do bebê, pois o infectologista disse que o vírus poderia causar algum problema físico e/ou mental. Até o 8º mês, tudo estava nos conformes. Acompanhamos todos os membros, todos os órgãos, toda estrutura óssea, centímetro por centímetro.
Era menina, e ía se chamar Maria Luísa. Eu não conseguia mais andar depois do 7º mês. Já estava com 34 semanas e nada do bebê encaixar, virar, ou qualquer coisa assim. Meu médico achou melhor pedir um ultrassom, pra ver o que tava acontecendo. Fiz o ultrassom pela manhã, entreguei no consultório à tarde e quando foi 23h da noite, meu médico me ligou dizendo que era pra eu me preparar porque ía ganhar neném no outro dia. No primeiro momento eu não quis, mas ele explicou que o cordãozinho estava sobre o ombro e por causa disso o bebê não conseguia encaixar. Além disso, o vírus exigiu muito da minha placenta, que estava com grau IV de maturidade e quase não havia mais líquido amniótico. Eu vomitei à noite inteira, não dormi, de medo. Eu estava esperando pelo parto normal, sempre tive PAVOR de cirurgia e a cesárea é uma cirurgia. No outro dia de manhã fui pro hospital, dei um baile nos médicos, já no centro cirúrgico dizendo que não iria fazer a cesárea porque esperaria o parto normal e Deus me abençoaria (pensa na louca!), mas o pediatra e um psiquiatra me convenceram a tomar a anestesia e dar continuidade ao parto (fiquei até com vergonha depois, porque a anestesia não doeu nada!).
Tudo correu bem, foram minutos, e eu ouvi ela chorando bem baixinho. Por causa do chorinho tímido, deixaram ela na encubadora durante 1h. Eu estava muito ansiosa pra recebê-la em meus braços! Quando ela chegou, eu peguei ela e fiquei olhando... e naquele momento não existia mais nada ao nosso redor. Éramos só nós duas. A esposa do meu médico, também enfermeira, me ajudou a dar o peito pela primeira vez. Eu não tinha bico, então foi muito difícil e doloroso. Eu chorava de alegria e dor ao mesmo tempo. É engraçado isso! E eu contava cada dedinho e olhava cada pedacinho dela... Então eu achei que ela não tinha cara de Maria Luísa, mas sim, "Melissa". Logo depois eu recebi a notícia de que a Melissa tinha paralisia na corda vocal esquerda e laringotraqueomallácia, um problema sério na traquéia que piora com frio e poderia impedir que ela conseguisse respirar. Era julho!
Quando chegamos em casa foi totalmente desesperador. Na nossa primeira noite Melissa chorava como se não houvesse amanhã e eu chorava por não conseguir amamentar de maneira nenhuma. Tentei de tudo pra saciar a fome: peito, mamadeira, peito, NAN, peito, enfim... nada dava certo até que às 7h da manhã a esposa do meu médico veio me visitar. Foi Deus que enviou ela! Eu aos prantos, Melissa azul de fome, e finalmente com a ajuda dela, conseguimos nos entender. Acho que esse desespero é natural às mães de 1ª viagem e conversar com ela foi renovador. A partir daí, os dias que se seguiram continuaram difíceis, mas aos poucos a gente ía aprendendo uma com a outra. Nenhuma mãe nasce sabendo dar o peito e nenhum bebê nasce sabendo sugar um peito, rs. O bico foi se formando aos poucos, a amamentação foi ficando gostosa e plena, e eu tinha tanto leite, mas tanto leite, que eu estocava leite no congelador, doava pro banco de leite e ainda ordenhava no banheiro porque não aguentava de dor de tão cheio que meu peito ficava! Era leite demais!!! (Daí lembrei do chá de 'capim-cidreira' e pensei que nunca mais ía tomar tanto chá na vida! rsrs)
Passamos um mês inteiro dentro do quarto, com aquecedor às vezes, com portas lacradas, banho quentinho, e peito. MUITO PEITO. Tudo conforme recommendação médica. E 1 mês depois que ela nasceu voltamos ao pediatra e ao otorrinolaringologista, refizemos todos os exames, e ela não tinha mais N-A-D-A. Absolutamente nada. Ela estava perfeita. O médico disse que o leite materno foi FUNDAMENTAL na cura dos dois problemas, principalmente o da traquéia, que é uma cartilagem e precisava de muito cálcio pra 'curar'. Isso me deu bastante força pra continuar amamentando até os próximos meses. No 6º mês eu já não precisava mais usar o protetor que ajudava a formar o bico. Foi aí que a amentação voltou a ser um terror! Melissa já tinha 1 ou 2 dentes, e sem o protetor o bico rachava muito, doía muito, sangrava muito e eu chorava muito. A maravilhosa sensação de amamentar se tornou um pesadelo e eu não aguentava de dor. Até que 1 ou 2 meses depois, a pele foi ficando menos sensível e o bico foi ficando cada vez melhor e mais resistente, e amamentar se tornou novamente um momento muito confortável e gratificante.
Nesse meio tempo, voltei ao infectologista, mostrei que a Mel tinha nascido perfeita e ele me disse: Ela não tendo sido contaminada, não teve nenhum problema físico, mas ela ainda pode ter problemas mentais, como retardo mental, por exemplo. Pô, esse médico é muito pessimista! Saí arrasada de novo, chorando litros, pensando que era um pecado um ser tão pequenininho passar por tudo isso! E ainda o que estaria por vir! Era muito amor, muito amor. Fiz acompanhamento com o neurologista mensalmente, até ela completar 1 ano, pra acompanhar o desenvolvimento dela, que graças a Deus, é normal.
Hoje Melissa tem 2 anos eu ainda amamento.
Não foi fácil no começo, não foi fácil durante o 6º mês, principalmente por causa do sangue. Causa uma impressão horrível! Mas todos os problemas que ela tinha, eu sentia que meu leite podia curar. Eu acreditei nisso, e acredito ainda. Nesses 2 anos, ela ficou gripada apenas 1 vez! Há 6 meses ela entrou no colégio e isso diminuiu um pouco a imunidade dela, mas nunca teve nada grave, a não ser uma sinusite há 1 ou 2 meses atrás.
Todos os sites, campanhas, e etc, falam que é maravilhoso amamentar, que é um gesto de amor, mas ninguém lembra da dor!!! rsrsrs. E muitas mães não têm acompanhamento e orientação como eu tive da esposa do meu médico, que não só era profissional, como também foi muito minha psicóloga durante esse processo. Acho que minha persistência contou muito sim, acho que a minha vontade de querer ser mãe integral também ajudou muito, mas a presença dela durante o 1º mês foi fundamental.
Agora que Melissa completou 2 anos, eu entrei no processo de desmame. Não tá sendo fácil também não, o peito agora é também um vínculo muito forte, quase uma dependência. E não é fácil acabar com os vícios! Mas hoje eu tenho minha consciência e meu coração tranquilos, porque eu fiz a minha parte. SIM!
Tudo é possível quando a gente acredita, quando a gente quer e quando a gente busca!
História enviada por May Ishii.
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